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Elisa Lispector

Elisa Lispector nasceu em Sawranh, uma aldeia da Ucrânia, Rússia, dia 24 de julho de 1911. Era irmã de Clarice Lispector, sua obra foi feita de romances, contos e na década de 40 surgiu na ficção brasileira.

A família de Elisa sofreu a perseguição aos judeus, na Rússia, após a Revolução Comunista de 1917 e essa experiência está presente em suas obras. Após percorrer várias aldeias ucranianas, em 1920 a família de Elisa conseguiu emigrar para o Brasil. A família era composta de pai, mãe semi paralisada e três meninas. Elisa tinha 9 anos e a irmã Clarice era recém nascida. A irmã do meio se chamava Ethel, que tinha 3 anos nessa época. A família Lispector foi direto para Maceió, onde passou maus momentos e em 1925 mudou-se para Recife, onde o pai conseguiu um emprego. Em sua obra No exílio, Elisa narra essas viagens sofridas.

Em Recife, Elisa se formou na Escola Normal e começou a lecionar para crianças, sendo que a leitura de obras de ficção a fascinaram desde pequena. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou, por concurso, no serviço público federal onde desempenhou funções importantes e até cargos no exterior, quando secretariava delegações de governo em viagem. Mesmo nessa época, Elisa colaborava em jornais e revistas literárias.

A partir de 1947 começa, realmente, a se dedicar à sua obra literária, iniciada em 1945 quando publicou os romances Além da fronteira e Ronda solitária.
Em 1948, publicou No exílio. Com O muro de pedras, ganhou o Prêmio José Lins do Rêgo, em 1963 e o Prêmio Coelho Neto - Academia Brasileira de Letras, em 1964. Depois, publicou A última porta, em 1975 e Corpo-a-corpo, em 1983.

Estreou como contista em 1970, com Sangue no sol, depois vieram Inventário, 1977 e O tigre de bengala, 1985. Com esse último ganhou o Prêmio Pen Clube, 1986.

Elisa pertenceu ao grupo de escritores existencialistas, que buscava a comunicação eu-outro mostrando a carência de diálogo entre as pessoas: o ser humano nasce só e é nele próprio que deve buscar apoio para suas ansiedades. Esse tema domina os escritos de Elisa Lispector. Na obra Muro de pedras, Elisa disserta, com perfeição, sobre o tema.

Obras da autora:

Romances: Além da fronteira, 1945; Ronda solitária, 1954; No exílio, 1948; O muro de pedras, 1963; O dia mais longo de Thereza, 1965; A última porta, 1975; Corpo-a-corpo, 1983.

Contos: Sangue no sol, 1970; Inventário, 1977; O tigre de bengala, 1986.


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