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Maria José de Carvalho
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Maria José de Carvalho nasceu em São Paulo dia 27 de junho de 1919 e era uma intelectual bastante diversificada, pois se interessava por todo tipo de arte. Foi poeta, tradutora, atriz, diretora de teatro, pianista, cantora de càmara, professora de música e teatro, declamadora, falava vários idiomas, pesquisadora, crítica teatral, promovia eventos culturais e foi musa de diversos artistas. Formou-se em História pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Maria José, quando criança, fez parte do coral regido pelo Maestro Heitor Vila Lobos. Mais tarde, formou-se em música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e estudou violino, canto, expressão corporal e dança em cursos particulares. Ganhou bolsa de estudos do Seminário de Música da Universidade da Bahia e da Academia de Arte Dramática Sílvio D'amico em Roma. Idealizou e foi um dos membros fundadores do Movimento Ars Nova, 1953, para divulgar a música medieval, renascentista e contemporànea chegando a ser diretora do grupo além de pesquisadora e cantora. Fez parte do Madrigal da Orquestra de Càmara de São Paulo participando de apresentações no Senegal e na Itália, de música religiosa barroca. Entre os anos de 1970 e 1980 dedicou-se à pesquisa da música nacional e internacional, gênero cabaré e café concerto, compostas entre os anos de 1900 e 1950. Já que cantava em seis idiomas, Maria José chegou a se apresentar, nos anos 1980, em São Paulo, Paraguai e Estados Unidos.

No teatro, foi membro do Grupo Universitário de Teatro, sob direção de Décio de Almeida Prado, que fazia parte do movimento de renovação do teatro paulista. A partir dessa experiência, foi atriz, diretora de teatro, professora de arte dramática e membro de júri de vários concursos teatrais e criou um método especial do ensino da dicção e técnica vocal sendo esse método utilizado durante dez anos na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Enquanto vigorou esse método, vários artistas se formaram no curso, entre eles Raul Cortez, Ney Latorraca, Gianfrancesco Guarnieri, Glória Menezes e outros.

A casa de Maria José foi sempre uma espécie de centro cultural e lá foram realizados cursos, leituras de peças, concertos musicais e outras atividades ligadas às artes.

Quando adolescente já era colaboradora de jornais e revistas de São Paulo. Traduziu vários livros de poesias e romances da literatura internacional em diversos idiomas como latim, espanhol, alemão, italiano, francês e inglês. Traduziu obras de Moliêre, Cícero, Homero, Edgar Alan Poe, Quevedo, e outros.

Estreou em livro em 1950, com Poemas da noite amarga e ganhou o Prêmio Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Escreveu Lanarium, em latim. Iniciou, mas não concluiu Mar do sul, poema épico iniciado em 1966, dedicado às origens brasileiras e nessa mesma vertente escreveu Romance de Lampião passando daí para o erótico Os celebrantes.

Algumas obras da autora: Poesia - Poemas da noite amarga, 1950; Aurum et Niger, 1966; Neomenia, 1968; Lanarium, 1970; Mar do sul, 1984; Romance de Lampião, 1986; Os celebrantes, 1988.

Traduções - As canções de Bilitis de Pierre Louys; Cantos de autoria de Leopardi; Poema do canto jondo de García Lorca; As mamas de Tirésias de autoria de Apollinaires; Maffio Maffi de Cícero, ente outras.

   

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