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Edyla Mangabeira Unger
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Edyla Mangabeira Unger, nasceu na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, em 1920. Edyla é filha do renomado político Otávio Mangabeira e trabalhou como jornalista, crítica de arte e fez poesia. Sempre acompanhou seu pai ao exterior quando esse era Ministro das Relações Exteriores e como exilado por se opor ao governo de Getúlio Vargas. à sua formação e curiosidade intelectual foi acrescida a paixão pela arte que juntou nas viagens pela Europa e Estados Unidos.

Edyla mais quatro amigas fundaram o jornal feminino Tanagra, 1937. O titulo era simbólico e ligava-se às frágeis estatuetas de terracota encontradas na Ilha de Creta, representando figuras femininas e que foram enterradas durante séculos e ficaram incólumes, como nós mulheres, dizia Edyla.

Fazer Tanagra foi um gesto de coragem e cheio de ideologia em defesa da libertação da mulher, mas ficou nos limites da sociedade que na época freq?entava a Confeitaria Colombo, o bar do Palace Hotel, as corridas do Jockey Club, o footing na Avenida Atlàntica, a Sorveteria Americana na Cinelàndia e o Casino da Urca. O jornal Tanagra durou somente um ano. Mesmo assim ficou na memória da cultura brasileira como um dos marcos da luta da mulher em defesa dos seus direitos.

Em 1938, Edyla segue novamente o pai exilado para uma Europa em guerra e estavam na França quando os Nazistas a tomaram. Como era filha de exilado político, Edyla conseguiu se tornar entrevistadora de personalidades famosas e, convidada por Orlando Dantas, tornou-se correspondente, em Paris, do Diário de Notícias. Casou-se e mudou-se para Nova York onde continuou como correspondente do jornal carioca e passou a trabalhar no British Information Service, como tradutora para o português das notícias do front de guerra. No livro Três exílios e uma guerra, Edyla dá seu depoimento da guerra e que foi muito elogiado por Jorge Amado que disse : "...a autora não dramatiza...a guerra que tem sido a sua vida marcou cada uma dessas páginas, elas foram escritas com sangue e dor, medo e lágrimas, com coragem, solidariedade e determinação. Também e sobretudo com amor".

"Publicações da autora: Poesia - O sertão do velho Chico, s/d; O que ficou de mim, 1970; Solidão visitada, 1975.

Memórias: Três exílios e uma guerra, 1983.

   

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