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Dalva de Oliveira
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Vicentina de Paula Oliveira nasceu em Rio Claro, em São Paulo, no dia 5 de maio de 1917. Seu pai, Mario de Oliveira, era carpinteiro, saxofonista, clarinetista e dono do Conjunto "Os oito batutas". Desde pequena, Vicentina já acompanhava o pai nas serenatas e clubes onde ele se apresentava. Aos oito anos de idade, o pai morreu.

Vicentina e mais três irmãos foram morar num orfanato, no Colégio Tamandaré. Nesse lugar aprendeu a tocar piano, órgão e cantava no coro da escola. Logo depois, foi acometida de uma grave infecção nos olhos e abandonou os estudos. Mudou-se para São Paulo, onde sua mãe era governanta, e ali começou a trabalhar como babá, arrumadeira e ajudante de cozinha, até chegar ao posto de cozinheira do Hotel Metrópole. Algum tempo depois, Vicentina, já interessada pelos palcos, começou a trabalhar como faxineira em uma escola de dança. Quando o expediente acabava, cantava e improvisava ao piano até que um professor a escutou, convidando-a, em seguida, para uma tournée com o Grupo Antonio Zovetti.

Em 1933, o grupo se desfez e ela ficou desempregada e sem dinheiro. Fez um teste para a Rádio Mineira e foi aprovada. Passou a cantar a partir desse dia com o nome de Dalva de Oliveira. Alguns meses depois, foi para o Rio de Janeiro e só conseguiu emprego em uma fábrica de chinelos que tinha como um dos proprietários Milton Guita (Milonguita) que, naquela época, dirigia a Rádio Ipanema, depois Rádio Mauá. Atendendo a um convite feito por Milton, fez um teste na rádio e conseguiu aprovação, passando a cantar na emissora. Depois, foi para a Rádio Sociedade e Rádio Cruzeiro do Sul, onde chegou a cantar ao lado de Noel Rosa. Em seguida, passou a se apresentar na Rádio Philips. Entre uma rádio e outra, cantava na Casa de Caboclo, do Teatro Fenix, com Jararaca e Ratinho e Alvarenga e Ranchinho, Ema D'ávila e Antonio Marzullo, e atuava também como atriz.

Em 1936, Dalva conheceu Herivelto Martins, que fazia parte da Companhia Pascoal Segreto, juntando-se a ele na dupla preto e branco - Herivelto e Nilo Chagas - formando o "Trio de Ouro", nome recebido de César Ladeira. Logo, foram contratados pela Rádio Mayrink Veiga. Em1937, gravaram na RCA Victor as músicas "Itaguaí" e "Ceci e Peri" de Príncipe Pretinho. Casou-se com Herivelto Martins e teve dois filhos, Peri Ribeiro e Ubiratan.

Em 1938, foi contratada pela Rádio Tupi e, em 1940, pela Rádio Clube. Nessa mesma época gravou com Francisco Alves o samba "Brasil", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral, e a "Valsa da Despedida" de Roberto Burns, pela Columbia.

De 1940 a 1946, apresentaram-se no Cassino da Urca até o fechamento daquela casa pelo Governo Dutra.

Com o Trio de Ouro, fez grande sucesso com a músicas "Praça Onze", de Herivelto Martins e Grande Otelo em 1942. Gravou "Ave Maria no Morro", de Herivelto Martins em 1943 e, em seguida, participou dos filmes "Berlim na batucada" e "Caídos do céu".

Em 1945 gravou na Continental, com Carlos Galhardo e os Trovadores a adaptação de João de Barro para " Branca de Neve e os Sete Anões".

Outro grande sucesso foi "Segredo", de Herivelto Martins e Marino Pinto, gravada em 1947.

Em 1949, excursionando pela Venezuela com o Trio de Ouro e a Companhia de Dercy Gonçalves, abandonou tudo, voltando para o Brasil.

No início dos anos 50 a temporada feita por Dalva na Europa foi um sucesso. Esta viagem foi como prêmio por ser a "maioral" da era do rádio. O prêmio foi uma excursão pela Inglaterra, Portugal e Espanha além de ter cantado informalmente na Torre Eiffel, em Paris. Em Londres, Dalva gravou sob regência do maestro Robert Inglis (escocês). Esta gravação foi um convite feito pela Odeon, atual Emi, onde gravou nos estúdios da Parlophone, depois de ter se apresentado em programas de rádio da BBC e no Hotel Savoy, onde entre os espectadores estava a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Em 1951 retornou à carreira artística, lançando os sucessos, "Tudo acabado", de J. Piedade e Oswaldo Martins, "Olhos Verdes", de Vicente Paiva e "Ave Maria" de Vicente Paiva e Jaime Redondo. No ano seguinte, filmou "Maria da Praia" e "Milagre de Amor".

Em 1952, foi eleita Rainha do Rádio e fez excursão pela Argentina onde conheceu Tito Clemente que se tornou seu empresário e, depois, seu marido. Nesse mesmo ano, fez temporada na Companhia de Walter Pinto, em São Paulo. Fez ainda o filme "Tudo azul". Neste mesmo ano mudou-se para a Argentina, só viajando para o Rio de Janeiro e São Paulo em curtas temporadas. Em 1963, se separou de Tito Clemente e casou-se com Manuel Nuno Carpinteiro.

Em 1965, sofre grave acidente de carro e fica fora dos palcos durante alguns anos até sua total recuperação. Em 1970, retornou aos palcos, apresentando-se no Teatro Senac, ocasião em que lançou a famosa marcha-rancho "Bandeira Branca", de Max Nunes e Laércio Alves, marcando o seu retorno ao estrelato. Dois anos depois, no dia 31 de agosto de 1971, Dalva de Oliveira morreu no Rio de Janeiro.

   
Dalva de Oliveira

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