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O Barroco no Rio de Janeiro
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Após a descoberta de ouro em Minas Gerais, o Rio de Janeiro passou a ser o mais importante centro de intercàmbio comercial da Metrópole.

Esse comércio com a zona de mineração foi tão intenso que determinou a transferência da capital para o Rio de Janeiro, o que atraiu os piratas franceses. Em 1735, o sistema de defesa do Rio de Janeiro foi aperfeiçoado para manter o porto seguro e livre para escoar as riquezas. Foram construídos prédios e edifícios para transformar a cidade em entreposto comercial.

A maior novidade nessa arquitetura foi a do engenheiro militar, tenente coronel José Cardoso Ramalho, que elaborou o projeto da Igreja de Nossa Senhora do Outeiro da Glória, tido como o primeiro projeto barroco em planta poligonal, 1720. Outros seguiram seu projeto inicial com exceção da Igreja Nossa Senhora da Candelária, projetada por Francisco João Róscio, 1775, com planta em cruz latina e decoração interior com influência italiana, trocando a madeira pelo mármore.

Na escultura dessa época no Rio de Janeiro, três nomes de destacavam, ligados ao trabalho realizado na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência: os portugueses Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito. O trabalho de ambos é tão harmonioso que parece que trabalharam de comum acordo.

O ponto máximo da escultura do Século XVIII no Rio de Janeiro, foi com Valentim da Fonseca e Silva, tido como o maior escultor colonial depois de Aleijadinho. Valentim esculpiu a talha do altar mor e a grade da Capela Mor (1773-1797), na Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Fez o trono com a respectiva talha e o último Passo da Paixão (1780), a grade e o molde de duas làmpadas da capela mor (1797), uma urna (1799) e uma cadeira (1800). No Mosteiro de São Bento, os moldes para lampadários e objetos de prata da Capela Mor. Na Igreja de Santa Cruz dos Militares, toda a obra de talha interna e as imagens em madeira de São Mateus e São João, hoje no Museu Histórico Nacional. Executou obras na Igreja da Candelária, de Santa Rita e da Conceição da Boa Morte. Executou os projetos dos chafarizes das Marrecas (1785), da Praça do Carmo (1789) e das Saracuras (1795). Para o Passeio Público, estátuas de bronze de Apolo, Mercúrio, Diana e Júpiter.

Muitos pintores trabalharam no Rio de Janeiro no Século XVIII, na chamada Escola Fluminense de Pintura, originária no Século XVII, com Frei Ricardo do Pilar, e que continuou a existir mesmo após a chegada de membros da Missão Artística Francesa, 1816, com Debret.

Um dos maiores pintores brasileiros do Século XVIII é Caetano da Costa Coelho, de origem portuguesa. Em 1730, foi contratado pela Ordem Terceira de São Francisco da Penitência para douramento dos entalhes e painéis do Calvário e teto da Capela da Ordem. Entre 1737 e 1743, pintou o teto da nave da Igreja do Calvário do Senhor. A importància de Caetano na arte brasileira do Século XVIII foi ter sido o primeiro, no Brasil, a tentar a pintura em perspectiva, divulgada na Itália no final do Século XVII, por Andrea Pozzo. O chefe da Escola Fluminense de Pintura do Rio de Janeiro, José de Oliveira Rosa, é autor de pinturas sagradas, retratos e trabalhou para o Convento de Santa Teresa e Mosteiro de São Bento.

Manuel Dias de Oliveira, conhecido como "o Brasiliense", estudou em Lisboa e em Roma com Pompeo Batoni, e foi regente da "Aula Pública de Desenho e Figura", no Rio de Janeiro. Utilizava modelos vivos, e proibia a cópia de estampas.

José Leandro de Carvalho e Francisco Pedro do Amaral foram os últimos representantes da Escola Fluminense de Pintura. Leandro foi retratista da família Real e Francisco, o favorito do Rei e da nobreza. Foi o último pintor fluminense de tradição colonial.

   

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